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ESTUDO DE RANDOMIZAÇÃO MENDELIANA
Quanto maior o nível de instrução alcançado, menor seria o risco de padecer Alzheimer
Também haveria menor risco de padecer a doença os indivíduos com predisposição genética de altos níveis de vitamina D.


Apesar da idade ser um dos principais fatores de risco para desenvolver Alzheimer, quanto maior o nível de instrução alcançado menor será risco de padecer a doença. Também haveria um menor risco para aqueles indivíduos que apresentam uma predisposição genética a fumar em grandes quantidades e a ter altas concentrações de  25-hidroxivitamina D. 

Isto é o que sugere o estudo “Modifiable pathways in Alzheimer’s disease: Mendelian randomisation analysis” (British Medical Journal; 359 (8133) Págs: j5375; 2017), elaborado pelo Karolinska Institutet de Suécia, a Universidade de Cambridge da Grã-Bretanha e a Universidade de Munich, Alemanha.

O trabalho se propôs determinar quais fatores de risco potencialmente modificáveis, incluindo os fatores socioeconômicos, estilo de vida/dietéticos, cardiometabólicos e inflamatórios, estão associados com a doença de Alzheimer.

Para cumprir com esse objetivo foi realizado um estudo randomizado mendeliano para com variantes genéticas associadas com os fatores de risco modificáveis como variáveis instrumentais. Participaram do estudo 17.008 casos de doença de Alzheimer e 37.154 controles.

Este estudo incluiu análise de 24 fatores de risco potencialmente modificáveis. Se considerou que um limiar corrigido de Bonferroni de P = 0,002 era significativo, e P <0,05 foi considerado sugestivo de evidência de uma possível associação. A conquista educacional geneticamente predita se associa significativamente com a doença de Alzheimer. As odds ratio foram 0.89 (95% intervalo de confiança 0.84 a 0.93, P = 2.4 × 10-6) por ano de educação completada e 0.74 (0.63 a 0.86, P = 8.0 × 10-5) por unidade de aumento de probabilidades de ter completado o colégio/universidade. A inteligência para este traço apresentava uma associação negativa sugestiva com a doença de Alzheimer.

Houveram provas que sugeriram possíveis associações entre a maior quantidade geneticamente predita de fumar (para cada 10 cigarros ao dia: 0.69, 0.49 a 0.99, P = 0.04) e as concentrações de 25-hidroxivitamina D (por níveis 20% maiores: 0.92, 0.85 a 0.98; P = 0.01) e menores probabilidades de Alzheimer e entre um maior consumo de café (por cada taça ao dia: 1.26, 1.05 a 1.51, P = 0.01) e maiores probabilidades de Alzheimer. O consumo de álcool predito geneticamente, folato sérico, vitamina B12 em soro, homocisteína, fatores cardiometabólicos e proteína C reativa não se associaram com a doença de Alzheimer.

Os resultados do trabalho confirmam que quanto maior o nível de instrução alcançado menor o risco de padecer a doença de Alzheimer.

Um enfoque de randomização mendeliana demonstra que uma predisposição genética a uma educação mais longa se associa com menores probabilidades da doença de Alzheimer. Este estudo encontrou evidências sugestivas de possíveis associações entre traços genéticos associados a inteligência, fumar e concentrações de 25-hidroxivitamina D com menores probabilidades de Alzheimer e entre um maior consumo de café e mais probabilidades de Alzheimer.